domingo, 30 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
"Um dia a maioria de nós irá separar-se;
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora;
Das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos
e momentos que partilhamos;
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas
dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido;
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre;
Hoje não tenho mais tanta certeza disso;
Em breve cada um vai para seu lado;
Seja pelo destino ou por algum;
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...
nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos...
até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da
minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em
diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua
vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que
a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa
de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido
todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus
amigos!"
Fernando Pessoa
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora;
Das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos
e momentos que partilhamos;
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas
dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido;
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre;
Hoje não tenho mais tanta certeza disso;
Em breve cada um vai para seu lado;
Seja pelo destino ou por algum;
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...
nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos...
até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da
minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em
diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua
vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que
a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa
de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido
todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus
amigos!"
Fernando Pessoa
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Le Temps de Vivre
"Nous prendrons le temps de vivre
D'être libres, mon amour
Sans projets et sans habitudes
Nous pourrons rêver notre vie
Viens, je suis là, je n'attends que toi
Tout est possible, tout est permis
Viens, écoute ces mots qui vibrent
Sur les murs du mois de mai
Ils nous disent la certitude
Que tout peut changer un jour..."
Georges Moustaki
D'être libres, mon amour
Sans projets et sans habitudes
Nous pourrons rêver notre vie
Viens, je suis là, je n'attends que toi
Tout est possible, tout est permis
Viens, écoute ces mots qui vibrent
Sur les murs du mois de mai
Ils nous disent la certitude
Que tout peut changer un jour..."
Georges Moustaki
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Ecologia
“Está na moda, é uma mania
Muito se fala de ambiente e ecologia
Das nossas praias, áreas protegidas
Que estão a ficar cada vez mais poluídas
São marés negras e fogos florestais
E lá se vão os recursos naturais
“desenvolvimento sustentado?”
Mais uma tanga, está tudo viciado
Está na moda, é uma mania
Já me chateia ouvir falar de ecologia
Oslo, Quioto, Rio de Janeiro,
Joanesburgo – cimeiras p’ró galheiro
Os ricos estão-se nas tintas p’rá questão
Riem-se e compram quotas de poluição
Está tudo nas mãos do polícia mundial
Dos mercados financeiros e das forças do mal
...”
In Ska Core Eco – Peste & Sida
Muito se fala de ambiente e ecologia
Das nossas praias, áreas protegidas
Que estão a ficar cada vez mais poluídas
São marés negras e fogos florestais
E lá se vão os recursos naturais
“desenvolvimento sustentado?”
Mais uma tanga, está tudo viciado
Está na moda, é uma mania
Já me chateia ouvir falar de ecologia
Oslo, Quioto, Rio de Janeiro,
Joanesburgo – cimeiras p’ró galheiro
Os ricos estão-se nas tintas p’rá questão
Riem-se e compram quotas de poluição
Está tudo nas mãos do polícia mundial
Dos mercados financeiros e das forças do mal
...”
In Ska Core Eco – Peste & Sida
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
"Dizer mal para comer bem..."
Sugiro um Blog com as crónicas do maior e mais honesto Crítico Gastronómico
Para quem está farto das antigas crónicas dos amigalhaços dos Senhores da Restauração, dos Restaurantes para vedetas, do trabalho de alguns empregados e de comida medíocre e sem substância a preços de Médio Oriente... Fica um pequeno excerto...
”Tinha um amigo que fazia sempre a mesma piada: não sabia se ia ao Frutalmeidas pelo pastel de massa tenra, se pelas tenrinhas com pastel e massa. Sei que pelos empregados não vale a pena.”
In www.contra-prova.blogspot.com, Lourenço Viegas
Para quem está farto das antigas crónicas dos amigalhaços dos Senhores da Restauração, dos Restaurantes para vedetas, do trabalho de alguns empregados e de comida medíocre e sem substância a preços de Médio Oriente... Fica um pequeno excerto...
”Tinha um amigo que fazia sempre a mesma piada: não sabia se ia ao Frutalmeidas pelo pastel de massa tenra, se pelas tenrinhas com pastel e massa. Sei que pelos empregados não vale a pena.”
In www.contra-prova.blogspot.com, Lourenço Viegas
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
domingo, 25 de novembro de 2007
Uma canção simples, como o amor deve ser...
canção simples, de Tiago Bettencourt e Mantha
"Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
A forma dos teus braços sobre os meus,
O tempo dos meus olhos sobre os teus
Desço nos teus ombros para provar
Tudo o que pediste para levar
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti
Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és
Quero ser do vento que te faz
Quero ser do espaço onde estás
Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Vem quebrar o medo, vem
Saber se há depois
E sentir que somos dois,
Mas que juntos somos mais
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol"
"Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
A forma dos teus braços sobre os meus,
O tempo dos meus olhos sobre os teus
Desço nos teus ombros para provar
Tudo o que pediste para levar
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti
Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és
Quero ser do vento que te faz
Quero ser do espaço onde estás
Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Vem quebrar o medo, vem
Saber se há depois
E sentir que somos dois,
Mas que juntos somos mais
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol"
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
O analfabeto político
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa nos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, da renda da casa, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e incha o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, reles, o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
Bertolt Brecht
Ele não ouve, não fala, nem participa nos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, da renda da casa, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e incha o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, reles, o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
Bertolt Brecht
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
domingo, 18 de novembro de 2007
Enviaram-me este texto por mail e penso que merece reflexão atenta...
Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...
Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um
brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...
Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro
da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência
alguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os
brasileiros).
Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um
Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam
Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o
devido cuidado com essepatrimónio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a
Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o
mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O
petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no
direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu
preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveri a ser
internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres
humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas
decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as
reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da
especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio
humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património
natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um
proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um
quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido
internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão
realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram
dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por
isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser
internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a
humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro,
Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do
mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares
dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas
armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as
lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm
defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em
troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha
possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o
país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as
crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não
deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando
deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a
Amazónia seja nossa.
Só nossa! "
Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...
Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um
brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...
Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro
da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência
alguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os
brasileiros).
Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um
Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam
Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o
devido cuidado com essepatrimónio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a
Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o
mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O
petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no
direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu
preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveri a ser
internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres
humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas
decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as
reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da
especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio
humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património
natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um
proprietário ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um
quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido
internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão
realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram
dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por
isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser
internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a
humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro,
Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do
mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares
dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas
armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as
lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm
defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em
troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha
possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o
país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as
crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não
deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando
deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a
Amazónia seja nossa.
Só nossa! "
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Olá, Tenho Que Ir Andando...
Para que a vida não seja só isto...
"É um prazer voltar a ver-te neste curto intervalo
Entre o emprego e a televisão
Ouvir dizer que te casaste
Parabéns, já agora, diz-me aí que horas são
Estou outra vez atrasado
A minha vida é assim
Ando sempre a correr
De tal maneira ocupado
Que até já perdi um filme, que tanto queria ver(...)"
Jorge Palma
"É um prazer voltar a ver-te neste curto intervalo
Entre o emprego e a televisão
Ouvir dizer que te casaste
Parabéns, já agora, diz-me aí que horas são
Estou outra vez atrasado
A minha vida é assim
Ando sempre a correr
De tal maneira ocupado
Que até já perdi um filme, que tanto queria ver(...)"
Jorge Palma
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
No Comments...
Ranking das leis mais absurdas
É proibido ocupar um lugar no Parlamento vestindo uma armadura. Mas é ainda mais proibido morrer-se nesse lugar, sob pena de ser detido. Por outro lado, uma mulher grávida pode urinar no capacete de um polícia. A televisão UKTV Gold publicou ontem o ranking das leis britânicas mais absurdas
"No topo da lista, realizada com respostas de quatro mil pessoas, encontra-se a proibição de morrer no Parlamento (27%).
Colar um selo com a imagem do rei de cabeça para baixo, que é considerado um acto de traição, segue em segundo lugar com 7% dos inquiridos a considerar a lei mais absurda.
Segue-se a lei que permite uma mulher trabalhar com o peito descoberto se for empregada de uma loja de espécies tropicais em Liverpool.
No ‘reino do absurdo’, está também classificada a obrigação que têm todos os escoceses de abrir a porta de casa a qualquer pessoa que precise urgentemente de utilizar a casa-de-banho.
É também de destacar a permissão de matar um escocês nos muros da antiga cidade de York. Mas somente com arco e flechas!"
SOL com agências
É proibido ocupar um lugar no Parlamento vestindo uma armadura. Mas é ainda mais proibido morrer-se nesse lugar, sob pena de ser detido. Por outro lado, uma mulher grávida pode urinar no capacete de um polícia. A televisão UKTV Gold publicou ontem o ranking das leis britânicas mais absurdas
"No topo da lista, realizada com respostas de quatro mil pessoas, encontra-se a proibição de morrer no Parlamento (27%).
Colar um selo com a imagem do rei de cabeça para baixo, que é considerado um acto de traição, segue em segundo lugar com 7% dos inquiridos a considerar a lei mais absurda.
Segue-se a lei que permite uma mulher trabalhar com o peito descoberto se for empregada de uma loja de espécies tropicais em Liverpool.
No ‘reino do absurdo’, está também classificada a obrigação que têm todos os escoceses de abrir a porta de casa a qualquer pessoa que precise urgentemente de utilizar a casa-de-banho.
É também de destacar a permissão de matar um escocês nos muros da antiga cidade de York. Mas somente com arco e flechas!"
SOL com agências
Enquanto uns brincam às OPA's e Fusões, os outros trabalham...
"Caixa lucrou mais do que o BCP e BPI juntos nos primeiros nove meses
Cinco maiores bancos já lucraram 2,2 mil milhões de euros em 2007. CGD ganha mais que BCP e BPI juntos.
Num momento em que se estuda a eventual criação do Millennium BPI, que daria origem ao maior banco português, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) mostra as suas “garras” e não desarma. Os resultados do banco público relativos ao terceiro trimestre mostram um lucro em alta de 22% e, mais do que isso, mostram que a Caixa lucrou mais, nos nove primeiros meses do ano, do que BCP e BPI juntos.
Para tal contribuiu a menor taxa de crescimento dos resultados do BCP, cujo lucro aumentou apenas 8,6%, claramente abaixo dos pares, seguindo-se o BPI, com um acréscimo de 14,3%. Neste ‘ranking’ de aumento dos lucros, o BES “arrasou” a concorrência com uma subida de 60%, vindo depois o Santander e a CGD. O banco liderado por Ricardo Salgado conseguiu mesmo, nos três primeiros trimestres, superar o BCP enquanto banco mais lucrativo do mercado nacional. No total, os cinco maiores bancos a operar em Portugal lucraram 2,2 mil milhões de euros, uma subida de quase 13% face ao apurado um ano antes.
Na disputa entre os dois líderes históricos - CGD e BCP - o banco público leva vantagem na maioria dos indicadores mais relevantes, notando-se, no entanto, que o peso das comissões nos seus ganhos é bastante menor do que nos bancos privados. (...)"
Tiago Freire
in Diário Económico.com
Cinco maiores bancos já lucraram 2,2 mil milhões de euros em 2007. CGD ganha mais que BCP e BPI juntos.
Num momento em que se estuda a eventual criação do Millennium BPI, que daria origem ao maior banco português, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) mostra as suas “garras” e não desarma. Os resultados do banco público relativos ao terceiro trimestre mostram um lucro em alta de 22% e, mais do que isso, mostram que a Caixa lucrou mais, nos nove primeiros meses do ano, do que BCP e BPI juntos.
Para tal contribuiu a menor taxa de crescimento dos resultados do BCP, cujo lucro aumentou apenas 8,6%, claramente abaixo dos pares, seguindo-se o BPI, com um acréscimo de 14,3%. Neste ‘ranking’ de aumento dos lucros, o BES “arrasou” a concorrência com uma subida de 60%, vindo depois o Santander e a CGD. O banco liderado por Ricardo Salgado conseguiu mesmo, nos três primeiros trimestres, superar o BCP enquanto banco mais lucrativo do mercado nacional. No total, os cinco maiores bancos a operar em Portugal lucraram 2,2 mil milhões de euros, uma subida de quase 13% face ao apurado um ano antes.
Na disputa entre os dois líderes históricos - CGD e BCP - o banco público leva vantagem na maioria dos indicadores mais relevantes, notando-se, no entanto, que o peso das comissões nos seus ganhos é bastante menor do que nos bancos privados. (...)"
Tiago Freire
in Diário Económico.com
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
À espera do fim...
"(...)
Já houve tempos em que eu
Tinha tudo não tendo quase nada
Quando dormia ao relento
Ouvindo o vento beijar a geada
Fazia o meu manjar com pão e uva
Fazia o meu caminho ao sol ou à chuva
Ao encontro da mão miúda
Que me assentava como uma luva
(...)"
Jorge Palma
Já houve tempos em que eu
Tinha tudo não tendo quase nada
Quando dormia ao relento
Ouvindo o vento beijar a geada
Fazia o meu manjar com pão e uva
Fazia o meu caminho ao sol ou à chuva
Ao encontro da mão miúda
Que me assentava como uma luva
(...)"
Jorge Palma
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
domingo, 4 de novembro de 2007
Porque às vezes é necessário mudar...
Changes
David Bowie
"I still don't know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets
Every time I thought I'd got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I've never caught a glimpse
Of how the others must see the faker
I'm much too fast to take that test
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Don't want to be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time
I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence and
So the days float through my eyes
But still the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They're quite aware of what they're going through
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Don't tell t hem to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Where's your shame
You've left us up to our necks in it
Time may change me
But you can't trace time
Strange fascination, fascinating me
Changes are taking the pace I'm going through
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Oh, look out you rock 'n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Pretty soon you're gonna get a little older
Time may change me
But I can't trace time
I said that time may change me
But I can't trace time"
David Bowie
"I still don't know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets
Every time I thought I'd got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I've never caught a glimpse
Of how the others must see the faker
I'm much too fast to take that test
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Don't want to be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time
I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence and
So the days float through my eyes
But still the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They're quite aware of what they're going through
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Don't tell t hem to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Where's your shame
You've left us up to our necks in it
Time may change me
But you can't trace time
Strange fascination, fascinating me
Changes are taking the pace I'm going through
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Oh, look out you rock 'n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Pretty soon you're gonna get a little older
Time may change me
But I can't trace time
I said that time may change me
But I can't trace time"
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Sardinhas e Inglaterra...
O provincianismo e ignorância da Nação Cosmopolita mais saloia do mundo continua...
Realmente este Senhor, como a maioria dos Jornalistas ingleses nunca deve ter vindo a Portugal...
Como é possível sequer um inglês falar de gastronomia portuguesa, quando Inglaterra é o pior local do mundo para comer...
"Organismo britânico analisa queixas contra ataque de tablóide ao embaixador português
(...)Em causa está uma crónica no diário "Daily Mirror" publicada na segunda-feira onde o autor qualifica declarações do embaixador português no Reino Unido, António Santana Carlos, sobre o "caso Madeleine" como "estúpidas e desnecessárias".
Assinado pelo polémico jornalista Tony Parsons, este cita uma entrevista do diplomata ao diário "The Times" no passado sábado.
Nesta, o embaixador afirma que em Portugal "as famílias vivem todas juntas", razão pela qual, sugere, alguns portugueses terão criticado os McCann por terem deixado os seus filhos sozinhos a dormir num apartamento enquanto jantavam num restaurante próximo.
"Eles erraram, embaixador. As vidas deles foram destruídas. Isso é um castigo suficiente, sem os seus comentários estúpidos e desnecessários", escreve o articulista do Mirror, que aconselha que no futuro Santana Carlos "mantenha fechada a boca estúpida e trituradora de sardinhas".
O conteúdo da crónica, assim como o provocador título "Oh, up yours, senor", foi considerado por vários portugueses como uma "ofensa escandalosa", iniciando uma corrente de correios electrónicos a incitar a apresentação de uma queixa à PCC.(...)"
in Lusa/Sapo.pt
BM.
Lusa/Fim
Realmente este Senhor, como a maioria dos Jornalistas ingleses nunca deve ter vindo a Portugal...
Como é possível sequer um inglês falar de gastronomia portuguesa, quando Inglaterra é o pior local do mundo para comer...
"Organismo britânico analisa queixas contra ataque de tablóide ao embaixador português
(...)Em causa está uma crónica no diário "Daily Mirror" publicada na segunda-feira onde o autor qualifica declarações do embaixador português no Reino Unido, António Santana Carlos, sobre o "caso Madeleine" como "estúpidas e desnecessárias".
Assinado pelo polémico jornalista Tony Parsons, este cita uma entrevista do diplomata ao diário "The Times" no passado sábado.
Nesta, o embaixador afirma que em Portugal "as famílias vivem todas juntas", razão pela qual, sugere, alguns portugueses terão criticado os McCann por terem deixado os seus filhos sozinhos a dormir num apartamento enquanto jantavam num restaurante próximo.
"Eles erraram, embaixador. As vidas deles foram destruídas. Isso é um castigo suficiente, sem os seus comentários estúpidos e desnecessários", escreve o articulista do Mirror, que aconselha que no futuro Santana Carlos "mantenha fechada a boca estúpida e trituradora de sardinhas".
O conteúdo da crónica, assim como o provocador título "Oh, up yours, senor", foi considerado por vários portugueses como uma "ofensa escandalosa", iniciando uma corrente de correios electrónicos a incitar a apresentação de uma queixa à PCC.(...)"
in Lusa/Sapo.pt
BM.
Lusa/Fim
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
O Poeta...
“o poeta é um fingidor,
finge tão completamente
que até finge que é dor
a dor que deveras sente...”
Fernando Pessoa
finge tão completamente
que até finge que é dor
a dor que deveras sente...”
Fernando Pessoa
domingo, 28 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Espoliados do Ultramar
Numa altura em que todos falam do Documentário "A Guerra", de Joaquim Furtado, na RTP, "deixo" aqui uma opinião a ter em conta, para que a Esquerda Lacoste não se esqueça do que fez e continua a fazer...
Crónica de Opinião
por Isabel Almeida Fernandes
(Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP)
(In) coerências
Vinte e cinco anos decorreram sobre a Descolonização, dita exemplar, e os portugueses foram uma vez mais confrontados com os preconceitos, hipocrisias e cobardia política que tornaram possíveis, nos idos de 1974/75, o roubo, a tortura e a morte de inúmeros portugueses de todas as raças e credos.
Como já devem ter compreendido, refiro-me à apresentação, na Assembleia da República, por parte do CDS/Partido Popular de uma proposta de Lei que possibilitasse aos Espoliados do Ultramar as indemnizações que lhe são devidas.
O País em geral e os Espoliados em particular assistiram com incrueldade às baixas artimanhas de quem, com um enorme peso na consciência sobre os seus actos e omissões de há 25 anos, procurou evitar que estes pudessem testemunhar uma vez mais o comportamento indecoroso da Esquerda Nacional.
Como todos sabem, o Estado Português tem procedido à indemnização de todos aqueles que no Alentejo foram alvo da senha comunista em 1975. Recorde-se que a estes já foram restituídos os bens e propriedades.
Compreende-se pois a indignação dos Espoliados do Ultramar Português: a mesma Lei que possibilita (e bem!) o pagamento de indemnizações às vítimas da ZIRA, renega aos Espoliados do Ultramar a possibilidade de indemnização por parte do Estado Português, remetendo-o para os novos Estados africanos.
Os portugueses em geral e os Espoliados do Ultramar em particular sabem que todas as outras potências colonizadoras assumiram as suas responsabilidades para com os seus nacionais afectados pelos fenómenos de descolonização.
Sabem também que não será com esta Esquerda (quer a Esquerda caviar, quer a Esquerda estalinista) que verão os seus direitos assegurados. Eles sabem que esta Esquerda só se preocupa com grandes causas humanitárias: as vítimas do fascismo (como se os Espoliados do Ultramar também não o tivessem sido), os excluídos socialmente com direito ao rendimento mínimo garantido e... com os Austríacos.
Espera-se que o Governo Português seja, igualmente FIRME com os PALOP, responsáveis pelo esbulho e morte de muitos dos nossos compatriotas.
Os Espoliados do Ultramar reconstituíram, bem ou mal, as suas vidas, sendo cidadãos e contribuintes. Como contribuintes têm sustentado ao longo de 25 anos os desvarios da TAP, da RTP e de inúmeras empresas públicas geridas pelo socialismo.
Demonstrando ainda imensa solidariedade, têm contribuído generosamente com os seus impostos para que o Estado Português proceda ao pagamento das indemnizações aos Espoliados da Reforma Agrária.
Como cidadãos têm sido exemplares na sua integração, sendo normalmente referências nos seus meios. Os Espoliados são, com orgulho, RETORNADOS: acautelem-se pois todos aqueles que com preconceitos procuram menosprezar os seus direitos. Eles retornarão à luta pelas suas legítimas aspirações e não esquecerão nem perdoarão.
in www.setubalnarede.pt
Crónica de Opinião
por Isabel Almeida Fernandes
(Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP)
(In) coerências
Vinte e cinco anos decorreram sobre a Descolonização, dita exemplar, e os portugueses foram uma vez mais confrontados com os preconceitos, hipocrisias e cobardia política que tornaram possíveis, nos idos de 1974/75, o roubo, a tortura e a morte de inúmeros portugueses de todas as raças e credos.
Como já devem ter compreendido, refiro-me à apresentação, na Assembleia da República, por parte do CDS/Partido Popular de uma proposta de Lei que possibilitasse aos Espoliados do Ultramar as indemnizações que lhe são devidas.
O País em geral e os Espoliados em particular assistiram com incrueldade às baixas artimanhas de quem, com um enorme peso na consciência sobre os seus actos e omissões de há 25 anos, procurou evitar que estes pudessem testemunhar uma vez mais o comportamento indecoroso da Esquerda Nacional.
Como todos sabem, o Estado Português tem procedido à indemnização de todos aqueles que no Alentejo foram alvo da senha comunista em 1975. Recorde-se que a estes já foram restituídos os bens e propriedades.
Compreende-se pois a indignação dos Espoliados do Ultramar Português: a mesma Lei que possibilita (e bem!) o pagamento de indemnizações às vítimas da ZIRA, renega aos Espoliados do Ultramar a possibilidade de indemnização por parte do Estado Português, remetendo-o para os novos Estados africanos.
Os portugueses em geral e os Espoliados do Ultramar em particular sabem que todas as outras potências colonizadoras assumiram as suas responsabilidades para com os seus nacionais afectados pelos fenómenos de descolonização.
Sabem também que não será com esta Esquerda (quer a Esquerda caviar, quer a Esquerda estalinista) que verão os seus direitos assegurados. Eles sabem que esta Esquerda só se preocupa com grandes causas humanitárias: as vítimas do fascismo (como se os Espoliados do Ultramar também não o tivessem sido), os excluídos socialmente com direito ao rendimento mínimo garantido e... com os Austríacos.
Espera-se que o Governo Português seja, igualmente FIRME com os PALOP, responsáveis pelo esbulho e morte de muitos dos nossos compatriotas.
Os Espoliados do Ultramar reconstituíram, bem ou mal, as suas vidas, sendo cidadãos e contribuintes. Como contribuintes têm sustentado ao longo de 25 anos os desvarios da TAP, da RTP e de inúmeras empresas públicas geridas pelo socialismo.
Demonstrando ainda imensa solidariedade, têm contribuído generosamente com os seus impostos para que o Estado Português proceda ao pagamento das indemnizações aos Espoliados da Reforma Agrária.
Como cidadãos têm sido exemplares na sua integração, sendo normalmente referências nos seus meios. Os Espoliados são, com orgulho, RETORNADOS: acautelem-se pois todos aqueles que com preconceitos procuram menosprezar os seus direitos. Eles retornarão à luta pelas suas legítimas aspirações e não esquecerão nem perdoarão.
in www.setubalnarede.pt
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
One Of Us Cannot Be Wrong
Leonard Cohen - One Of Us Cannot Be Wrong
I lit a thin green candle, to make you jealous of me.
But the room just filled up with mosquitos,
they heard that my body was free.
Then I took the dust of a long sleepless night
and I put it in your little shoe.
And then I confess that I tortured the dress
that you wore for the world to look through.
I showed my heart to the doctor: he said I just have to quit.
Then he wrote himself a prescription,
and your name was mentioned in it!
Then he locked himself in a library shelf
with the details of our honeymoon,
and I hear from the nurse that he's gotten much worse
and his practice is all in a ruin.
I heard of a saint who had loved you,
so I studied all night in his school.
He taught that the duty of lovers
is to tarnish the golden rule.
And just when I was sure that his teachings were pure
he drowned himself in the pool.
His body is gone but back here on the lawn
his spirit continues to drool.
An Eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you:
the poor man could hardly stop shivering,
his lips and his fingers were blue.
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm.
But you stand there so nice, in your blizzard of ice,
oh please let me come into the storm.
I lit a thin green candle, to make you jealous of me.
But the room just filled up with mosquitos,
they heard that my body was free.
Then I took the dust of a long sleepless night
and I put it in your little shoe.
And then I confess that I tortured the dress
that you wore for the world to look through.
I showed my heart to the doctor: he said I just have to quit.
Then he wrote himself a prescription,
and your name was mentioned in it!
Then he locked himself in a library shelf
with the details of our honeymoon,
and I hear from the nurse that he's gotten much worse
and his practice is all in a ruin.
I heard of a saint who had loved you,
so I studied all night in his school.
He taught that the duty of lovers
is to tarnish the golden rule.
And just when I was sure that his teachings were pure
he drowned himself in the pool.
His body is gone but back here on the lawn
his spirit continues to drool.
An Eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you:
the poor man could hardly stop shivering,
his lips and his fingers were blue.
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm.
But you stand there so nice, in your blizzard of ice,
oh please let me come into the storm.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Arquitectos...
“Architects are pretty much high-class whores. We can turn down projects the way they can turn down some clients, but we've both got to say yes to someone if we want to stay in business.”
Philip Johnson
Philip Johnson
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Para reflectir...
Uma opinião a ter em conta pelos nossos governantes e pelos "ambientalistas"...
"Viseu, 10 Out (Lusa) - Portugal não tem condições para manter o actual nível de vida sem profundas transformações, defendeu hoje, em Viseu, Dias Loureiro, antigo ministro do Governo de Cavaco Silva.
Dias Loureiro falava numa conferência organizada pela Caixa geral de Depósitos e pelo Diário Económico, em Viseu.
Na conferência, Dias Loureiro, actualmente administrador de empresas e conselheiro de Estado, deixou como recado essencial que Portugal não tem condições para manter o actual nível de vida sem profundas transformações.
(...)
O turismo é o sector onde Dias Loureiro encontra maior potencial para equilibrar as contas do País mas disse que isso só se faz com novas mentalidades, dando como exemplo - e também aqui causando alguns sorrisos na plateia - o golfe e como ele é visto em países mais ricos e desenvolvidos.
Se em Portugal muitos são aqueles que se batem contra a construção de campos de golfe por questões ambientais, na Suécia, alguns destes "greens" estão situados em zonas protegidas e mesmo em reservas ambientais sem que isso tenha gerado impactos negativos.
Já no final, disse ser um "caso para ter vergonha" - Dias Loureiro, pelo menos disse ter "vergonha" - que nos últimos 20 anos Portugal tenha recebido milhões da Europa, que são oriundos de impostos pagos por cidadãos europeus anónimos que se levantam de madrugada para ir trabalhar, sem que os resultados se equiparem aos conseguidos pela Irlanda."
RB.
Lusa/Fim
retirado da Lusa- Sapo
"Viseu, 10 Out (Lusa) - Portugal não tem condições para manter o actual nível de vida sem profundas transformações, defendeu hoje, em Viseu, Dias Loureiro, antigo ministro do Governo de Cavaco Silva.
Dias Loureiro falava numa conferência organizada pela Caixa geral de Depósitos e pelo Diário Económico, em Viseu.
Na conferência, Dias Loureiro, actualmente administrador de empresas e conselheiro de Estado, deixou como recado essencial que Portugal não tem condições para manter o actual nível de vida sem profundas transformações.
(...)
O turismo é o sector onde Dias Loureiro encontra maior potencial para equilibrar as contas do País mas disse que isso só se faz com novas mentalidades, dando como exemplo - e também aqui causando alguns sorrisos na plateia - o golfe e como ele é visto em países mais ricos e desenvolvidos.
Se em Portugal muitos são aqueles que se batem contra a construção de campos de golfe por questões ambientais, na Suécia, alguns destes "greens" estão situados em zonas protegidas e mesmo em reservas ambientais sem que isso tenha gerado impactos negativos.
Já no final, disse ser um "caso para ter vergonha" - Dias Loureiro, pelo menos disse ter "vergonha" - que nos últimos 20 anos Portugal tenha recebido milhões da Europa, que são oriundos de impostos pagos por cidadãos europeus anónimos que se levantam de madrugada para ir trabalhar, sem que os resultados se equiparem aos conseguidos pela Irlanda."
RB.
Lusa/Fim
retirado da Lusa- Sapo
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto
Um texto que acho que representa a cultura e o modo de ser português, que atravessa várias classes sociais e económicas e que demonstra o porquê das "belas cidades e urbanizações" que existem por todo o País...
Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto
por
Rui Campos Matos
(escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção “Arquitectura e Território)
“Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?
Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.
O estilo
Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido por rústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.
O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.
Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.
O técnico
Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga… Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:
1- Projecto elaborado em tempo recorde.
2- Preço: 999 €.
Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?
“Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia…”. Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral…
Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro – a nossa terceira e última escolha.
O empreiteiro
O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça… Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:
1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.
2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.
3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo…)
Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.
Conclusão
Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.”
Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto
por
Rui Campos Matos
(escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção “Arquitectura e Território)
“Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?
Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.
O estilo
Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido por rústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.
O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.
Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.
O técnico
Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga… Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:
1- Projecto elaborado em tempo recorde.
2- Preço: 999 €.
Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?
“Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia…”. Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral…
Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro – a nossa terceira e última escolha.
O empreiteiro
O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça… Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:
1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.
2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.
3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo…)
Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.
Conclusão
Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.”
Subúrbios Deprimentes
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
O POVO
"Há no mundo uma raça de homens com instintos sagrados e luminosos, com divinas bondades do coração, com uma inteligência serena e lúcida, com dedicações profundas, cheias de amor pelo trabalho e de adoração pelo bem, que sofrem, e se lamentam em vão.
Estes homens são o Povo.
Estes homens, sob o peso do calor e do sol, transidos pelas chuvas, e pelo frio, descalços, mal nutridos, lavram a terra, revolvem-na, gastam a sua vida, a sua força, para criar a pão, o alimento de todos.
Estes homens são o Povo, e são os que nos alimentam.
Estes homens vivem nas fábricas, pálidos, doentes, sem família, sem doces noites, sem um olhar amigo que os console, sem ter o repouso do corpo e a expansão da alma, e fabricam o linho, o pano, a seda, os estofos.
Estes homens são o Povo, e são os que nos vestem.
Estes homens vivem debaixo das minas, sem o sol e as doçuras consoladoras da Natureza, respirando mal, comendo pouco, sempre na véspera da morte, rotos, sujos, curvados, e extraem o metal, o minério, o cobre, o ferro, e toda a matéria das indústrias.
Estes homens são o Povo, e são os que nos enriquecem.
Estes homens, nos tempos de lutas e de crises, tomam as velhas armas da Pátria e vão, dormindo mal, com marchas terríveis, a neve, a chuva, ao frio, nos calores pesados, combater e morrer longe dos filhos e das mães, sem ventura, esquecidos, para que nós conservemos o nosso descanso opulento.
Estes homens são o Povo, e são os que nos defendem.
Estes homens formam as equipagens dos navios, são lenhadores, guardadores de gado, servos mal retribuídos e desprezados.
Estes homens, são os que nos servem.
E o mundo oficial, opulento, soberano, o que faz a estes homens que o vestem, que o alimentam, que o enriquecem, que o defendem, que o servem?
Primeiro, despreza-os não pensa neles, não vela por eles; trata-os como se tratam os bois; deixa-lhes apenas uma pequena porção dos seus trabalhos dolorosos; não lhes melhora a sorte, cerca-os de obstáculos e de dificuldades; forma-lhes em redor uma servidão que os prende e uma miséria que os esmaga; não lhes dá protecção; e, terrível coisa, não os instrui: deixa-lhes morrer a alma.
E por isso que os que tem coração e alma, e amam a Justiça, devem lutar e combater pelo Povo.
E ainda que não sejam escutados, tem na amizade dele uma consolação suprema.”
Eça de Queirós
Estes homens são o Povo.
Estes homens, sob o peso do calor e do sol, transidos pelas chuvas, e pelo frio, descalços, mal nutridos, lavram a terra, revolvem-na, gastam a sua vida, a sua força, para criar a pão, o alimento de todos.
Estes homens são o Povo, e são os que nos alimentam.
Estes homens vivem nas fábricas, pálidos, doentes, sem família, sem doces noites, sem um olhar amigo que os console, sem ter o repouso do corpo e a expansão da alma, e fabricam o linho, o pano, a seda, os estofos.
Estes homens são o Povo, e são os que nos vestem.
Estes homens vivem debaixo das minas, sem o sol e as doçuras consoladoras da Natureza, respirando mal, comendo pouco, sempre na véspera da morte, rotos, sujos, curvados, e extraem o metal, o minério, o cobre, o ferro, e toda a matéria das indústrias.
Estes homens são o Povo, e são os que nos enriquecem.
Estes homens, nos tempos de lutas e de crises, tomam as velhas armas da Pátria e vão, dormindo mal, com marchas terríveis, a neve, a chuva, ao frio, nos calores pesados, combater e morrer longe dos filhos e das mães, sem ventura, esquecidos, para que nós conservemos o nosso descanso opulento.
Estes homens são o Povo, e são os que nos defendem.
Estes homens formam as equipagens dos navios, são lenhadores, guardadores de gado, servos mal retribuídos e desprezados.
Estes homens, são os que nos servem.
E o mundo oficial, opulento, soberano, o que faz a estes homens que o vestem, que o alimentam, que o enriquecem, que o defendem, que o servem?
Primeiro, despreza-os não pensa neles, não vela por eles; trata-os como se tratam os bois; deixa-lhes apenas uma pequena porção dos seus trabalhos dolorosos; não lhes melhora a sorte, cerca-os de obstáculos e de dificuldades; forma-lhes em redor uma servidão que os prende e uma miséria que os esmaga; não lhes dá protecção; e, terrível coisa, não os instrui: deixa-lhes morrer a alma.
E por isso que os que tem coração e alma, e amam a Justiça, devem lutar e combater pelo Povo.
E ainda que não sejam escutados, tem na amizade dele uma consolação suprema.”
Eça de Queirós
domingo, 7 de outubro de 2007
Iniciou-se mais um Blog ... iniciou-se com uma citação ... "Aquele que procura o Céu na Terra certamente adormeceu na aula de geografia..."
Não pretendo procurar o céu, nem sequer saber o meu lugar no Mundo...
Chamei-lhe "Mundos e Desabafos" , os vários mundos que existem no Mundo, as várias visões do Mundo, ou cada pessoa como o seu próprio mundo.
Não pretendo escrever sobre o estado do Planeta nem sobre o Estado da Nação, nem sequer de arquitectura, mas sim "falar" das imagens mundandas que se atravessam todos os dias, os desabafos da vida em sociedade e da Sociedade...
Queria desabafar, queria escrever, não sei para quê nem para quem...
Não pretendo procurar o céu, nem sequer saber o meu lugar no Mundo...
Chamei-lhe "Mundos e Desabafos" , os vários mundos que existem no Mundo, as várias visões do Mundo, ou cada pessoa como o seu próprio mundo.
Não pretendo escrever sobre o estado do Planeta nem sobre o Estado da Nação, nem sequer de arquitectura, mas sim "falar" das imagens mundandas que se atravessam todos os dias, os desabafos da vida em sociedade e da Sociedade...
Queria desabafar, queria escrever, não sei para quê nem para quem...
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