Numa altura em que todos falam do Documentário "A Guerra", de Joaquim Furtado, na RTP, "deixo" aqui uma opinião a ter em conta, para que a Esquerda Lacoste não se esqueça do que fez e continua a fazer...
Crónica de Opinião
por Isabel Almeida Fernandes
(Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP)
(In) coerências
Vinte e cinco anos decorreram sobre a Descolonização, dita exemplar, e os portugueses foram uma vez mais confrontados com os preconceitos, hipocrisias e cobardia política que tornaram possíveis, nos idos de 1974/75, o roubo, a tortura e a morte de inúmeros portugueses de todas as raças e credos.
Como já devem ter compreendido, refiro-me à apresentação, na Assembleia da República, por parte do CDS/Partido Popular de uma proposta de Lei que possibilitasse aos Espoliados do Ultramar as indemnizações que lhe são devidas.
O País em geral e os Espoliados em particular assistiram com incrueldade às baixas artimanhas de quem, com um enorme peso na consciência sobre os seus actos e omissões de há 25 anos, procurou evitar que estes pudessem testemunhar uma vez mais o comportamento indecoroso da Esquerda Nacional.
Como todos sabem, o Estado Português tem procedido à indemnização de todos aqueles que no Alentejo foram alvo da senha comunista em 1975. Recorde-se que a estes já foram restituídos os bens e propriedades.
Compreende-se pois a indignação dos Espoliados do Ultramar Português: a mesma Lei que possibilita (e bem!) o pagamento de indemnizações às vítimas da ZIRA, renega aos Espoliados do Ultramar a possibilidade de indemnização por parte do Estado Português, remetendo-o para os novos Estados africanos.
Os portugueses em geral e os Espoliados do Ultramar em particular sabem que todas as outras potências colonizadoras assumiram as suas responsabilidades para com os seus nacionais afectados pelos fenómenos de descolonização.
Sabem também que não será com esta Esquerda (quer a Esquerda caviar, quer a Esquerda estalinista) que verão os seus direitos assegurados. Eles sabem que esta Esquerda só se preocupa com grandes causas humanitárias: as vítimas do fascismo (como se os Espoliados do Ultramar também não o tivessem sido), os excluídos socialmente com direito ao rendimento mínimo garantido e... com os Austríacos.
Espera-se que o Governo Português seja, igualmente FIRME com os PALOP, responsáveis pelo esbulho e morte de muitos dos nossos compatriotas.
Os Espoliados do Ultramar reconstituíram, bem ou mal, as suas vidas, sendo cidadãos e contribuintes. Como contribuintes têm sustentado ao longo de 25 anos os desvarios da TAP, da RTP e de inúmeras empresas públicas geridas pelo socialismo.
Demonstrando ainda imensa solidariedade, têm contribuído generosamente com os seus impostos para que o Estado Português proceda ao pagamento das indemnizações aos Espoliados da Reforma Agrária.
Como cidadãos têm sido exemplares na sua integração, sendo normalmente referências nos seus meios. Os Espoliados são, com orgulho, RETORNADOS: acautelem-se pois todos aqueles que com preconceitos procuram menosprezar os seus direitos. Eles retornarão à luta pelas suas legítimas aspirações e não esquecerão nem perdoarão.
in www.setubalnarede.pt
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
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