"Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros."
Groucho Marx
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
domingo, 20 de janeiro de 2008
Não diria melhor...
"A lei do tabaco
Não me obriguem a comer com isso!
Doutores e marias das dores, comentadores e comendadores, tudo bota faladura sobre a nova lei do tabaco. Muito barulho para nada. A proibição de fumar em restaurantes é coisa óbvia e de pouca monta.
Há o argumento da liberdade e dos direitos do fumador. Direito de prejudicar a saúde de outrem para satisfazer um vício, ou um prazerzinho, é coisa que apenas existe para quem vê o mundo à distância do seu catarro. O direito do fumador é tão sagrado como o direito do escarrador. Com a diferença de que o escarro no chão não liga a dona Júlia da pastelaria Ideal a um ventilador aos cinquenta anos. Mas o que vale a agonia de um empregado de mesa contra o prazer do cliente?
Era como se alguém insistisse em urinar no lavatório dos restaurantes ou soltar uma sinfonia flatulente depois de cada refeição. "Desculpe lá, sabe, é que eu tenho este vício e é a minha liberdade que está em causa". Mesmo uma mijinha num lavatório, se depois se abrir a torneira, prejudica menos a saúde do que respirar o maço de Marlboro Lights das unhas pintadas da mesa da frente.
E com os argumentos de saúde se resolve, entre gente civilizada, a discussão. Os fumadores têm direito a fumar, claro. E ao seu cancrozinho e às suas papilas gustativas mortas. Mas não me obriguem a comer com isso.
Há ainda o plano gastronómico e estético.
Estou convencido (esta expressão é utilíssima quando não se tem a certeza do que se vai dizer a seguir) que os restaurantes ganham com esta nova lei. Melhor ambiente, menos lixo para limpar, clientes a viverem mais anos, menos baixas médicas do pessoal. O que perdem em cafés vão sobretudo ganhar na rotatividade das mesas que já ninguém se vai arrastar, a "fumar só mais um cigarrinho", antes de voltar para o serviço às três e meia, que a hora de almoço é da uma às três.
Há também o argumento do prazer na refeição de um não fumador. Admito que poucas vezes um cigarro alheio me estragou a refeição. Mais vezes me tenho sentido tentado a reclamar (a omertá de um crítico faz com que nunca reclame nem peça livros de reclamação) com o bife na pedra da alarve mesa do lado.
O que me dói mesmo são os gestos mágicos que se vão perder: o maço de tabaco segurado entre o polegar e o indicador levado à mesa, com o talão de caixa, o empregado à espera do taco porque o tabaco é pago no acto da entrega (entrega é aqui uma expressão tão subtil), e o bascular autómato e copperfieldiano do empregado quando retira em castanhola o cinzeiro sujo encimado pelo limpo para devolver apenas este. Aparte estes gestos, é só fumaça."
Lourenço Viegas
Time Out n.º 15, 9 de Janeiro de 2008.
Não me obriguem a comer com isso!
Doutores e marias das dores, comentadores e comendadores, tudo bota faladura sobre a nova lei do tabaco. Muito barulho para nada. A proibição de fumar em restaurantes é coisa óbvia e de pouca monta.
Há o argumento da liberdade e dos direitos do fumador. Direito de prejudicar a saúde de outrem para satisfazer um vício, ou um prazerzinho, é coisa que apenas existe para quem vê o mundo à distância do seu catarro. O direito do fumador é tão sagrado como o direito do escarrador. Com a diferença de que o escarro no chão não liga a dona Júlia da pastelaria Ideal a um ventilador aos cinquenta anos. Mas o que vale a agonia de um empregado de mesa contra o prazer do cliente?
Era como se alguém insistisse em urinar no lavatório dos restaurantes ou soltar uma sinfonia flatulente depois de cada refeição. "Desculpe lá, sabe, é que eu tenho este vício e é a minha liberdade que está em causa". Mesmo uma mijinha num lavatório, se depois se abrir a torneira, prejudica menos a saúde do que respirar o maço de Marlboro Lights das unhas pintadas da mesa da frente.
E com os argumentos de saúde se resolve, entre gente civilizada, a discussão. Os fumadores têm direito a fumar, claro. E ao seu cancrozinho e às suas papilas gustativas mortas. Mas não me obriguem a comer com isso.
Há ainda o plano gastronómico e estético.
Estou convencido (esta expressão é utilíssima quando não se tem a certeza do que se vai dizer a seguir) que os restaurantes ganham com esta nova lei. Melhor ambiente, menos lixo para limpar, clientes a viverem mais anos, menos baixas médicas do pessoal. O que perdem em cafés vão sobretudo ganhar na rotatividade das mesas que já ninguém se vai arrastar, a "fumar só mais um cigarrinho", antes de voltar para o serviço às três e meia, que a hora de almoço é da uma às três.
Há também o argumento do prazer na refeição de um não fumador. Admito que poucas vezes um cigarro alheio me estragou a refeição. Mais vezes me tenho sentido tentado a reclamar (a omertá de um crítico faz com que nunca reclame nem peça livros de reclamação) com o bife na pedra da alarve mesa do lado.
O que me dói mesmo são os gestos mágicos que se vão perder: o maço de tabaco segurado entre o polegar e o indicador levado à mesa, com o talão de caixa, o empregado à espera do taco porque o tabaco é pago no acto da entrega (entrega é aqui uma expressão tão subtil), e o bascular autómato e copperfieldiano do empregado quando retira em castanhola o cinzeiro sujo encimado pelo limpo para devolver apenas este. Aparte estes gestos, é só fumaça."
Lourenço Viegas
Time Out n.º 15, 9 de Janeiro de 2008.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Mal e Bem
Mal e Bem - Estações - Só Mais Um Beijo
"Tu tens que estar sempre atento
Se queres sobreviver
Tens de saber travar
Não basta saberes correr
E quando deres por ti na rua errada
Não percas tempo a tentar disfarçar
Apressa-te a encontrar a rua certa
A vida é uma enorme encruzilhada
E qualquer um se pode enganar
Tu tens que ser muito rápido
Senão vais-te afundar
Tens de saber cair
Se é que te queres levantar
E quando tiveres monstros na cabeça
Não penses mais nisso
Há tanta coisa gira para fazer
Não te esqueças que tu és o que tu pensas
Um pensamento feito é como um cancro
Se o guardas, ele não para de crescer
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Tens de trazer a cabeça
Bem junto ao coração
Que é para poderes saber
Qual é a tua missão
Tudo o que se passa à tua volta
Está bem ligado ao fundo do teu ser
Tivemos tanta gente à espera
De frutos que afinal, eles não merecem
Quem não semeia, não tem direito a colher
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Só mais um beijo
Antes de eu me abrir
Só mais um beijo
Antes de eu partir"
Jorge Palma
"Tu tens que estar sempre atento
Se queres sobreviver
Tens de saber travar
Não basta saberes correr
E quando deres por ti na rua errada
Não percas tempo a tentar disfarçar
Apressa-te a encontrar a rua certa
A vida é uma enorme encruzilhada
E qualquer um se pode enganar
Tu tens que ser muito rápido
Senão vais-te afundar
Tens de saber cair
Se é que te queres levantar
E quando tiveres monstros na cabeça
Não penses mais nisso
Há tanta coisa gira para fazer
Não te esqueças que tu és o que tu pensas
Um pensamento feito é como um cancro
Se o guardas, ele não para de crescer
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Tens de trazer a cabeça
Bem junto ao coração
Que é para poderes saber
Qual é a tua missão
Tudo o que se passa à tua volta
Está bem ligado ao fundo do teu ser
Tivemos tanta gente à espera
De frutos que afinal, eles não merecem
Quem não semeia, não tem direito a colher
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Só mais um beijo
Antes de eu me abrir
Só mais um beijo
Antes de eu partir"
Jorge Palma
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Leaving On A Jet Plane
"All my bags are packed, I'm ready to go
I'm standin' here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin', it's early morn
The taxi's waitin', he's blowin' his horn
Already I'm so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go..."
I'm standin' here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin', it's early morn
The taxi's waitin', he's blowin' his horn
Already I'm so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go..."
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