sexta-feira, 3 de outubro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Rato Mickey e Cinderela presos na Disneylândia
"O rato Mickey, a Cinderela, a Branca de Neve e vários outros personagens da Disney foram presos no parque de diversões da Califórnia. 600 trabalhadores da Disneylândia, alguns vestidos como os desenhos animados, manifestavam-se por melhores condições de trabalho e 32 foram mesmo detidos" in sol.sapo.pt
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Letter to a tourist
"Dear tourist,
The fact that you are reading this letter means that it is in your hands to eat like a Lisboner during your stay in Lisbon. And you have to admit that not every guide book gives you such an opportunity of not being a tourist. Here are 10 tips to help you stay away from tourist traps.
1. Stick to the restaurants in this Guide. These are restaurants where Lisboners dine and wine. Leave the tourist traps to your fellow tourists.
2. Eat Portuguese time: lunch at one, dinner at nine. Practice at home before arriving, each day have dinner 15 minutes later so you are ready to dine after eight thirty each night. Restaurants who serve earlier dinners are tourist traps.
3. Take chances. In Portugal we don't eat dog or human flesh, nor tarantulas or live fish, and the food is never too spicy. Everything on the menu is conservatively ok. Ask for advice, point at other people's tables. It will serve you better than the menu's translations.
4. You pay for everything you eat. Don't think that the octopus salad or ham that you didn't ask for is a gift from the restaurant. If you don't touch it, make sure they don't include it in the bill.
5. Don't drink the house wine (vinho da casa), and only very exceptionally rosé. House wine is always cheap and nasty and Portuguese people only rarely drink rosé wine.
6. But you can go for the dish of the day (prato do dia), usually a cheaper option at lunch, always fresh and tested.
7. Don't eat veg outside a veggie restaurant, for you'll end up with a travessa of huge onion slices on top of huge tomato slices.
8. Don't say "gracias" or "buenas noches". That's Spanish. "Obrigado" and "boa noite" will make your waiter happier.
9. Yes, we have two seated hot meals a day, everyday, irrespective of age, sex and social status. Don't try this at home, but do enjoy it while in Lisbon.
10. Never ever have a meal in a restaurant with fado, folklore or other kind of event apart from the food. That's an expensive tourist trap. With bad food. Go for the Fado after dinner.
Enjoy your meal,"
Lourenço Viegas
Time Out Lisbon
The fact that you are reading this letter means that it is in your hands to eat like a Lisboner during your stay in Lisbon. And you have to admit that not every guide book gives you such an opportunity of not being a tourist. Here are 10 tips to help you stay away from tourist traps.
1. Stick to the restaurants in this Guide. These are restaurants where Lisboners dine and wine. Leave the tourist traps to your fellow tourists.
2. Eat Portuguese time: lunch at one, dinner at nine. Practice at home before arriving, each day have dinner 15 minutes later so you are ready to dine after eight thirty each night. Restaurants who serve earlier dinners are tourist traps.
3. Take chances. In Portugal we don't eat dog or human flesh, nor tarantulas or live fish, and the food is never too spicy. Everything on the menu is conservatively ok. Ask for advice, point at other people's tables. It will serve you better than the menu's translations.
4. You pay for everything you eat. Don't think that the octopus salad or ham that you didn't ask for is a gift from the restaurant. If you don't touch it, make sure they don't include it in the bill.
5. Don't drink the house wine (vinho da casa), and only very exceptionally rosé. House wine is always cheap and nasty and Portuguese people only rarely drink rosé wine.
6. But you can go for the dish of the day (prato do dia), usually a cheaper option at lunch, always fresh and tested.
7. Don't eat veg outside a veggie restaurant, for you'll end up with a travessa of huge onion slices on top of huge tomato slices.
8. Don't say "gracias" or "buenas noches". That's Spanish. "Obrigado" and "boa noite" will make your waiter happier.
9. Yes, we have two seated hot meals a day, everyday, irrespective of age, sex and social status. Don't try this at home, but do enjoy it while in Lisbon.
10. Never ever have a meal in a restaurant with fado, folklore or other kind of event apart from the food. That's an expensive tourist trap. With bad food. Go for the Fado after dinner.
Enjoy your meal,"
Lourenço Viegas
Time Out Lisbon
sábado, 28 de junho de 2008
O ESTADO DAS ELITES
"Os juízes do tribunal de Santa Maria da Feira cancelaram os julgamentos até Setembro. Queixam-se. Dizem que as instalações são inseguras. Os reitores das universidades portuguesas queixam-se periodicamente que não têm dinheiro para pagar salários. Esta semana, voltaram a queixar-se. Juízes e reitores são escolhidos de entre os melhores. São os melhores de entre os melhores. São as elites. Das elites, a sociedade espera liderança e iniciativa. Espera soluções. Não espera queixas.
Juízes e reitores comportam- -se como os funcionários burocratizados que de facto são. Juntam- -se às dezenas de corporações que se queixam. Mas queixam-se a quem? Quando as elites de uma sociedade protestam, protestam contra quem? Se os juízes se queixam, se os advogados se queixam, se os reitores se queixam, se os médicos se queixam, se os professores se queixam, queixam-se todos a quem?
Se, numa sociedade, os melhores de entre os melhores abdicam de liderar, não resta ninguém para o fazer. Todos os outros já estão há muito tempo do lado dos que protestam, dos que esperam que alguém, lá em cima, no topo da hierarquia, faça alguma coisa. Se as elites não estudam os problemas, não criam as soluções e não lideram a mudança, mais ninguém o poderá fazer. Um país em que as elites protestam, reivindicam, pedincham, exigem, vai ser liderado por quem? Se todos pedem, quem dá? Se os melhores entre os melhores não assumem a responsabilidade pelo seu destino, se esperam que alguém lá no topo os dirija e lhes resolva os problemas, quem é que devemos colocar no topo?
Tenho plena consciência de que esta crónica é incompreensível. Fala de duas ideias estranhas. Fala de elites e da responsabilização das elites. O membro de uma elite é alguém que, pelas suas qualidades, se eleva acima dos outros. Numa democracia, a elite é inaceitável. Somos todos iguais. Protestamos todos, em igualdade. A ideia da responsabilização das elites é ainda mais estranha. Ninguém quer responsabilidades. Todos exigem direitos.|"
João Miranda, in DN
Juízes e reitores comportam- -se como os funcionários burocratizados que de facto são. Juntam- -se às dezenas de corporações que se queixam. Mas queixam-se a quem? Quando as elites de uma sociedade protestam, protestam contra quem? Se os juízes se queixam, se os advogados se queixam, se os reitores se queixam, se os médicos se queixam, se os professores se queixam, queixam-se todos a quem?
Se, numa sociedade, os melhores de entre os melhores abdicam de liderar, não resta ninguém para o fazer. Todos os outros já estão há muito tempo do lado dos que protestam, dos que esperam que alguém, lá em cima, no topo da hierarquia, faça alguma coisa. Se as elites não estudam os problemas, não criam as soluções e não lideram a mudança, mais ninguém o poderá fazer. Um país em que as elites protestam, reivindicam, pedincham, exigem, vai ser liderado por quem? Se todos pedem, quem dá? Se os melhores entre os melhores não assumem a responsabilidade pelo seu destino, se esperam que alguém lá no topo os dirija e lhes resolva os problemas, quem é que devemos colocar no topo?
Tenho plena consciência de que esta crónica é incompreensível. Fala de duas ideias estranhas. Fala de elites e da responsabilização das elites. O membro de uma elite é alguém que, pelas suas qualidades, se eleva acima dos outros. Numa democracia, a elite é inaceitável. Somos todos iguais. Protestamos todos, em igualdade. A ideia da responsabilização das elites é ainda mais estranha. Ninguém quer responsabilidades. Todos exigem direitos.|"
João Miranda, in DN
domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
"Sonda Phoenix aterra em Marte
Foto@EPA/NASA/Ho
Menos de duas horas depois de ter aterrado em Marte, a sonda Phoenix enviou para Terra 40 fotografias do solo árido do planeta vermelho, numa das quais se vê um dos seus três pés poisado entre pequenas pedras. A sonda norte-americana mergulhou na atmosfera de Marte às 00:30 de hoje (hora de Lisboa) a mais de 19.000 kms por hora, após uma viagem de 10 meses e 711 milhões de kms no espaço, para uma missão de três meses destinada a encontrar vestígios de vida no planeta vermelho."
in Sapo Notícias
Foto@EPA/NASA/Ho
Menos de duas horas depois de ter aterrado em Marte, a sonda Phoenix enviou para Terra 40 fotografias do solo árido do planeta vermelho, numa das quais se vê um dos seus três pés poisado entre pequenas pedras. A sonda norte-americana mergulhou na atmosfera de Marte às 00:30 de hoje (hora de Lisboa) a mais de 19.000 kms por hora, após uma viagem de 10 meses e 711 milhões de kms no espaço, para uma missão de três meses destinada a encontrar vestígios de vida no planeta vermelho."
in Sapo Notícias
terça-feira, 20 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A mulher e o balonista
"Um homem que se deslocava num balão de ar quente, a dada altura, compreendeu que se encontrava perdido. Decidiu então reduzir a altitude.
Já próximo do solo, avistou uma mulher e interpelou-a nestes termos:
- Peço desculpa de a importunar, mas será que a Senhora poderia ajudar-me? Estou perdido. Prometi a um amigo que me encontraria com ele há uma hora atrás, mas a verdade é que não sei onde estou.
A mulher, em baixo, respondeu-lhe:
- O Senhor encontra-se num balão de ar quente que paira no ar a cerca de 8 metros acima do solo. A sua posição situa-se entre os 40 e 41 graus de latitude Norte e entre os 59 e 60 graus de longitude Oeste.
- A Senhora é de certeza uma funcionária pública - disse o balonista.
- De facto, sou funcionária pública. Como é que adivinhou? - perguntou a mulher admirada.
- Bom - disse o balonista - tudo o que me disse é muito burocrático, formal e com um sentido obscuro. Até pode ser tecnicamente correcto, mas não resolve o meu problema. Eu não sei o que fazer com a informação dada e continuo a não ter mínima ideia onde me encontro.
Continuo perdido. Para ser franco, não me ajudou em nada. Se alguma coisa daqui resultou foi só a Senhora ter contribuído para atrasar a minha viagem.
A mulher respondeu - O Senhor deve ser um Ministro.
Na verdade, sou o Primeiro Ministro - disse o balonista - mas como é que descobriu?
- Fácil - disse a mulher - o Senhor não sabe onde está nem para onde vai. Atingiu a posição, onde se encontra, com uma grande dose de ar quente. Fez uma promessa e não tem a mínima ideia como a vai cumprir. Espera e pretende que as pessoas abaixo de si resolvam o seu problema. A realidade é que o Senhor está exactamente na mesma posição em que se achava antes de encontrar-me, mas agora, vá-se lá saber porquê, a culpa é minha!?"
recebido por mail
Já próximo do solo, avistou uma mulher e interpelou-a nestes termos:
- Peço desculpa de a importunar, mas será que a Senhora poderia ajudar-me? Estou perdido. Prometi a um amigo que me encontraria com ele há uma hora atrás, mas a verdade é que não sei onde estou.
A mulher, em baixo, respondeu-lhe:
- O Senhor encontra-se num balão de ar quente que paira no ar a cerca de 8 metros acima do solo. A sua posição situa-se entre os 40 e 41 graus de latitude Norte e entre os 59 e 60 graus de longitude Oeste.
- A Senhora é de certeza uma funcionária pública - disse o balonista.
- De facto, sou funcionária pública. Como é que adivinhou? - perguntou a mulher admirada.
- Bom - disse o balonista - tudo o que me disse é muito burocrático, formal e com um sentido obscuro. Até pode ser tecnicamente correcto, mas não resolve o meu problema. Eu não sei o que fazer com a informação dada e continuo a não ter mínima ideia onde me encontro.
Continuo perdido. Para ser franco, não me ajudou em nada. Se alguma coisa daqui resultou foi só a Senhora ter contribuído para atrasar a minha viagem.
A mulher respondeu - O Senhor deve ser um Ministro.
Na verdade, sou o Primeiro Ministro - disse o balonista - mas como é que descobriu?
- Fácil - disse a mulher - o Senhor não sabe onde está nem para onde vai. Atingiu a posição, onde se encontra, com uma grande dose de ar quente. Fez uma promessa e não tem a mínima ideia como a vai cumprir. Espera e pretende que as pessoas abaixo de si resolvam o seu problema. A realidade é que o Senhor está exactamente na mesma posição em que se achava antes de encontrar-me, mas agora, vá-se lá saber porquê, a culpa é minha!?"
recebido por mail
terça-feira, 22 de abril de 2008
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"Clones...de cães
Foto@EPA/STR
Apresentamo-vos o Toppy, o Toppy, o Toppy, o Toppy, o Toppy e o Toppy, seis cães clonados...até no nome. No final de 2007, nasceram 7 cachorros clonados em Incheon, na Coreia do Sul, mas apenas estes seis passaram nos testes genéticos e mostraram ser exactamente iguais ao seu pai, um Golden Retriver. Toppy, o nome dos seis irmãos, é o diminutivo de «Tomorrow's Puppy», ou cachorro do futuro."
Foto@EPA/STR
Apresentamo-vos o Toppy, o Toppy, o Toppy, o Toppy, o Toppy e o Toppy, seis cães clonados...até no nome. No final de 2007, nasceram 7 cachorros clonados em Incheon, na Coreia do Sul, mas apenas estes seis passaram nos testes genéticos e mostraram ser exactamente iguais ao seu pai, um Golden Retriver. Toppy, o nome dos seis irmãos, é o diminutivo de «Tomorrow's Puppy», ou cachorro do futuro."
sexta-feira, 18 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Sabiam?
"Bilhão ou bilião (forma mais usada em Portugal) é o termo usado na Europa para representar 10¹² (1 milhão de milhões).
No Brasil e nos Estados Unidos da América a palavra bilhão é usada para representar 10, uma quantidade a que em Portugal corresponde à designação de "mil milhões".
Estas diferenças resultam do uso de dois sistemas de nomenclatura de números grandes: as escalas curta e longa."
in Wikipédia
No Brasil e nos Estados Unidos da América a palavra bilhão é usada para representar 10, uma quantidade a que em Portugal corresponde à designação de "mil milhões".
Estas diferenças resultam do uso de dois sistemas de nomenclatura de números grandes: as escalas curta e longa."
in Wikipédia
domingo, 9 de março de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O BCP é o melhor Banco em Portugal e eu sou ...
Realmente estes estudos são cada vez mais credíveis...a Revista Global Finance deve ter considerado que o BCP seria o único Banco em Portugal...
"Millennium bcp considerado o melhor banco a operar em Portugal pela revista Global Finance
O Millennium bcp foi eleito, pelo quarto ano seguido, o melhor banco a operar em Portugal pela revista Global Finance, segundo indicou hoje a instituição financeira, citada pela agência Lusa.
Diario Económico Online
A eleição do Millennium bcp como "World's Best Developed Market Bank" em Portugal foi feita com base num estudo da Global Finance, a publicar na edição de Abril.
Os editores da revista seleccionam os eleitos após consulta a banqueiros, gestores financeiros e analistas a nível global, e depois de analisar os principais bancos a operar em diversos países desenvolvidos.
A Global Finance estabeleceu como critérios de escolha: o crescimento em activos, a rendibilidade, a cobertura geográfica, as relações estratégicas, e o desenvolvimento de novos negócios e inovação de produtos.
"As condições em cada mercado podem variar, mas os bancos premiados são todos destacados pela sua dedicação na satisfação das necessidades dos seus clientes", afirmou Jospeh Giarraputo, editor da Global Finance."
in Diarioeconomico.com
"Millennium bcp considerado o melhor banco a operar em Portugal pela revista Global Finance
O Millennium bcp foi eleito, pelo quarto ano seguido, o melhor banco a operar em Portugal pela revista Global Finance, segundo indicou hoje a instituição financeira, citada pela agência Lusa.
Diario Económico Online
A eleição do Millennium bcp como "World's Best Developed Market Bank" em Portugal foi feita com base num estudo da Global Finance, a publicar na edição de Abril.
Os editores da revista seleccionam os eleitos após consulta a banqueiros, gestores financeiros e analistas a nível global, e depois de analisar os principais bancos a operar em diversos países desenvolvidos.
A Global Finance estabeleceu como critérios de escolha: o crescimento em activos, a rendibilidade, a cobertura geográfica, as relações estratégicas, e o desenvolvimento de novos negócios e inovação de produtos.
"As condições em cada mercado podem variar, mas os bancos premiados são todos destacados pela sua dedicação na satisfação das necessidades dos seus clientes", afirmou Jospeh Giarraputo, editor da Global Finance."
in Diarioeconomico.com
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
E tu, até onde vais com mil euros?
"Uma viagem de mil quilómetros
começa sempre com um simples passo."
Lao Tsu
Começa assim um novo Blog:
"Dois portugueses, de bicicleta... até Dakar?
Acompanha-nos, a partir de segunda-feira, numa aventura em que só há um limite: cada um só pode gastar mil euros.
E tu, até onde vais com mil euros?"
in http://ateondevaiscom1000euros.blogspot.com
começa sempre com um simples passo."
Lao Tsu
Começa assim um novo Blog:
"Dois portugueses, de bicicleta... até Dakar?
Acompanha-nos, a partir de segunda-feira, numa aventura em que só há um limite: cada um só pode gastar mil euros.
E tu, até onde vais com mil euros?"
in http://ateondevaiscom1000euros.blogspot.com
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
domingo, 20 de janeiro de 2008
Não diria melhor...
"A lei do tabaco
Não me obriguem a comer com isso!
Doutores e marias das dores, comentadores e comendadores, tudo bota faladura sobre a nova lei do tabaco. Muito barulho para nada. A proibição de fumar em restaurantes é coisa óbvia e de pouca monta.
Há o argumento da liberdade e dos direitos do fumador. Direito de prejudicar a saúde de outrem para satisfazer um vício, ou um prazerzinho, é coisa que apenas existe para quem vê o mundo à distância do seu catarro. O direito do fumador é tão sagrado como o direito do escarrador. Com a diferença de que o escarro no chão não liga a dona Júlia da pastelaria Ideal a um ventilador aos cinquenta anos. Mas o que vale a agonia de um empregado de mesa contra o prazer do cliente?
Era como se alguém insistisse em urinar no lavatório dos restaurantes ou soltar uma sinfonia flatulente depois de cada refeição. "Desculpe lá, sabe, é que eu tenho este vício e é a minha liberdade que está em causa". Mesmo uma mijinha num lavatório, se depois se abrir a torneira, prejudica menos a saúde do que respirar o maço de Marlboro Lights das unhas pintadas da mesa da frente.
E com os argumentos de saúde se resolve, entre gente civilizada, a discussão. Os fumadores têm direito a fumar, claro. E ao seu cancrozinho e às suas papilas gustativas mortas. Mas não me obriguem a comer com isso.
Há ainda o plano gastronómico e estético.
Estou convencido (esta expressão é utilíssima quando não se tem a certeza do que se vai dizer a seguir) que os restaurantes ganham com esta nova lei. Melhor ambiente, menos lixo para limpar, clientes a viverem mais anos, menos baixas médicas do pessoal. O que perdem em cafés vão sobretudo ganhar na rotatividade das mesas que já ninguém se vai arrastar, a "fumar só mais um cigarrinho", antes de voltar para o serviço às três e meia, que a hora de almoço é da uma às três.
Há também o argumento do prazer na refeição de um não fumador. Admito que poucas vezes um cigarro alheio me estragou a refeição. Mais vezes me tenho sentido tentado a reclamar (a omertá de um crítico faz com que nunca reclame nem peça livros de reclamação) com o bife na pedra da alarve mesa do lado.
O que me dói mesmo são os gestos mágicos que se vão perder: o maço de tabaco segurado entre o polegar e o indicador levado à mesa, com o talão de caixa, o empregado à espera do taco porque o tabaco é pago no acto da entrega (entrega é aqui uma expressão tão subtil), e o bascular autómato e copperfieldiano do empregado quando retira em castanhola o cinzeiro sujo encimado pelo limpo para devolver apenas este. Aparte estes gestos, é só fumaça."
Lourenço Viegas
Time Out n.º 15, 9 de Janeiro de 2008.
Não me obriguem a comer com isso!
Doutores e marias das dores, comentadores e comendadores, tudo bota faladura sobre a nova lei do tabaco. Muito barulho para nada. A proibição de fumar em restaurantes é coisa óbvia e de pouca monta.
Há o argumento da liberdade e dos direitos do fumador. Direito de prejudicar a saúde de outrem para satisfazer um vício, ou um prazerzinho, é coisa que apenas existe para quem vê o mundo à distância do seu catarro. O direito do fumador é tão sagrado como o direito do escarrador. Com a diferença de que o escarro no chão não liga a dona Júlia da pastelaria Ideal a um ventilador aos cinquenta anos. Mas o que vale a agonia de um empregado de mesa contra o prazer do cliente?
Era como se alguém insistisse em urinar no lavatório dos restaurantes ou soltar uma sinfonia flatulente depois de cada refeição. "Desculpe lá, sabe, é que eu tenho este vício e é a minha liberdade que está em causa". Mesmo uma mijinha num lavatório, se depois se abrir a torneira, prejudica menos a saúde do que respirar o maço de Marlboro Lights das unhas pintadas da mesa da frente.
E com os argumentos de saúde se resolve, entre gente civilizada, a discussão. Os fumadores têm direito a fumar, claro. E ao seu cancrozinho e às suas papilas gustativas mortas. Mas não me obriguem a comer com isso.
Há ainda o plano gastronómico e estético.
Estou convencido (esta expressão é utilíssima quando não se tem a certeza do que se vai dizer a seguir) que os restaurantes ganham com esta nova lei. Melhor ambiente, menos lixo para limpar, clientes a viverem mais anos, menos baixas médicas do pessoal. O que perdem em cafés vão sobretudo ganhar na rotatividade das mesas que já ninguém se vai arrastar, a "fumar só mais um cigarrinho", antes de voltar para o serviço às três e meia, que a hora de almoço é da uma às três.
Há também o argumento do prazer na refeição de um não fumador. Admito que poucas vezes um cigarro alheio me estragou a refeição. Mais vezes me tenho sentido tentado a reclamar (a omertá de um crítico faz com que nunca reclame nem peça livros de reclamação) com o bife na pedra da alarve mesa do lado.
O que me dói mesmo são os gestos mágicos que se vão perder: o maço de tabaco segurado entre o polegar e o indicador levado à mesa, com o talão de caixa, o empregado à espera do taco porque o tabaco é pago no acto da entrega (entrega é aqui uma expressão tão subtil), e o bascular autómato e copperfieldiano do empregado quando retira em castanhola o cinzeiro sujo encimado pelo limpo para devolver apenas este. Aparte estes gestos, é só fumaça."
Lourenço Viegas
Time Out n.º 15, 9 de Janeiro de 2008.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Mal e Bem
Mal e Bem - Estações - Só Mais Um Beijo
"Tu tens que estar sempre atento
Se queres sobreviver
Tens de saber travar
Não basta saberes correr
E quando deres por ti na rua errada
Não percas tempo a tentar disfarçar
Apressa-te a encontrar a rua certa
A vida é uma enorme encruzilhada
E qualquer um se pode enganar
Tu tens que ser muito rápido
Senão vais-te afundar
Tens de saber cair
Se é que te queres levantar
E quando tiveres monstros na cabeça
Não penses mais nisso
Há tanta coisa gira para fazer
Não te esqueças que tu és o que tu pensas
Um pensamento feito é como um cancro
Se o guardas, ele não para de crescer
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Tens de trazer a cabeça
Bem junto ao coração
Que é para poderes saber
Qual é a tua missão
Tudo o que se passa à tua volta
Está bem ligado ao fundo do teu ser
Tivemos tanta gente à espera
De frutos que afinal, eles não merecem
Quem não semeia, não tem direito a colher
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Só mais um beijo
Antes de eu me abrir
Só mais um beijo
Antes de eu partir"
Jorge Palma
"Tu tens que estar sempre atento
Se queres sobreviver
Tens de saber travar
Não basta saberes correr
E quando deres por ti na rua errada
Não percas tempo a tentar disfarçar
Apressa-te a encontrar a rua certa
A vida é uma enorme encruzilhada
E qualquer um se pode enganar
Tu tens que ser muito rápido
Senão vais-te afundar
Tens de saber cair
Se é que te queres levantar
E quando tiveres monstros na cabeça
Não penses mais nisso
Há tanta coisa gira para fazer
Não te esqueças que tu és o que tu pensas
Um pensamento feito é como um cancro
Se o guardas, ele não para de crescer
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Tens de trazer a cabeça
Bem junto ao coração
Que é para poderes saber
Qual é a tua missão
Tudo o que se passa à tua volta
Está bem ligado ao fundo do teu ser
Tivemos tanta gente à espera
De frutos que afinal, eles não merecem
Quem não semeia, não tem direito a colher
Mal e bem
Estamos sempre a mexer
Mal e bem
A ganhar e a perder
Mal e bem
Agora a subir, mais logo a descer
E o que está mal neste instante
Pode estar bem a seguir
E, na verdade, o importante é o que tu estás a sentir
Irmão, tu não sejas tonto
Que tarde ou cedo chega a hora de partir
Só mais um beijo
Antes de eu me abrir
Só mais um beijo
Antes de eu partir"
Jorge Palma
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Leaving On A Jet Plane
"All my bags are packed, I'm ready to go
I'm standin' here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin', it's early morn
The taxi's waitin', he's blowin' his horn
Already I'm so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go..."
I'm standin' here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin', it's early morn
The taxi's waitin', he's blowin' his horn
Already I'm so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go..."
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